NOVIDADES
Quinta-feira - 20/10/2017 “MÌUDO”: O MITO E O ARTISTA

 “MÌUDO”: O MITO E O ARTISTA

 

Na mitologia do herói o artista como um indivíduo real, comum, com uma vida semelhante à de qualquer outra pessoa não merece um segundo olhar, não tem importância. O mito do artista vem para lhe conferir um estatuto de Artista, transformá-lo em um personagem heróico, permitir que ele atue como um símbolo de transcendência. E seu Miúdo não foge a essa regra ele se tornou alguém especial, predestinado a um destino diferente, excepcional, que enriquece a História e a sociedade através de suas ações, no caso, o artista. É o ser dotado de habilidades especiais onde o cidadão comum pode se espelhar e expressar algum colorido à sua existência.

Especulá-se que a arte tenha surgido a partir de práticas rituais e mágicas. Pinturas e esculturas de períodos da chamada “pré-história” sobreviveram ao tempo, possibilitando conclusões de cientistas, como os arqueólogos. Naturalmente, expressões artísticas como a dança e o teatro não proporcionam tais formas de registro, fazendo com que a verdade em torno da origem da arte permaneça na ordem do inefável. No entanto, a hipótese da ligação entre a arte e práticas mágicas é bastante crível, principalmente quando nos atemos ao desenvolvimento da arte na história. A partir do momento em que o homem teve consciência de sua “situação” no mundo, a questão que o atormenta desde então é sobre sua brevidade e possível posteridade. A morte é a grande impulsionadora, pois se constitui no fato mais transtornador da vida. Para poder suportá-la o homem cria, acontecimento esse onde pode projetar a transcendência. Na arte vemos e vivenciamos metáforas da existência e alegorias da morte. E seu Miúdo se projetou nesse mundo artístico, deixando marcas míticas e artísticas.

“MÌUDO” faz parte da mitologia de Regência, pois foi com seu olhar mítico que ele transmitiu uma narrativa vivenciada e repassada por antecedentes, toda a magia e sacralidade diante da historia do herói regenciano o Cabloco Bernardo, o qual seu “MIÚDO” preservava os fatos, o imaginário e o heróico.

Cada sociedade se constitui através de seus mitos, o que revela suas singularidades e peculiaridades.  A maneira como o ser humano percebe o outro e a si mesmo transcende os limites da ciência, assim o discurso do mito vem a ajudar a compor as sensibilidades que determinam o artista e sua obra.

Seu “MIÙDO” tornou-se artista com o passar dos anos, e não e diferente a muitos que podemos conhecer, pois era compositor, músico e poeta, através de suas musicas entoava a vida simples e pacata da comunidade regenciana, e oportunizara aos turistas demonstrando o que sabia fazer com grande irreverência, que era cantar e contar a historia de Regência e do herói regenciano.

Maria Das Graças Moraes Pereira. Professora de Historia e Pós- graduada em Artes.

“MIÚDO” preservava os fatos, o imaginário e o heróico Cabloco Bernardo.

© 2010. Todos os direitos reservados. Melhor visualização em resolução 1024x768 pixels