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Domingo - 17/10/2017 As ONDAS de Regência
 

As Ondas de Regência


Nossa praia está entre as melhores para a prática de surf no Brasil. Uma das melhores esquerdas do estado.

A Boca do Rio.

A onda da boca do rio é conhecida por sua extensão e por sua forte correnteza. Vento nordeste ondulação sul fornecem condições favoráveis para a prática de surf na boca. Em condições perfeitas, as ondas são longas e tubulares e quebram em sua maioria para a esquerda, na bancada de areia que se acumula pela ação continua do rio.

Nos dias chamados clássicos uma onda, em sua extensão, pode se conectar continuamente nas várias bancadas de areia que se alternam ao longo da praia, permitindo que elas sejam surfadas por cerca de oitocentos metros. Terminando de surfar uma onda como esta o surfista caminhará de volta até a foz do rio para novamente entrar no mar, o que pode ser considerado um grande esforço físico. Pegar quatro ou cinco ondas durante a sessão nestas condições já pode ser considerado um bom dia de surf.

A qualidade da onda faz com que ela seja comparada às ondas mexicanas e às ondas balinesas.


O Point e os Tambores.

A estrada que margeia o mar da base do projeto Tamar até a vila possui três pequenas entradas onde ficam estacionados os carros dos visitantes e surfistas.

A primeira é majoritariamente freqüentada por pescadores de arremesso, onde passam, muitos deles com famílias inteiras, todo o dia. Pescam principalmente cação,arraia,robalo,pescada,bagre e outros tipos de peixe.

A segunda e a terceira entrada é mais freqüentada por surfistas e em menor número banhistas. A vegetação do caminho percorrido do estacionamento até a praia é bem rasteira e encontra-se em abundância a rama florada da ipomoe, a salsinha da praia, que pontiaguda fura levemente os pés desavisados que caminham fora da trilha. As raízes destas plantas são fundamentais para manterem fixas a areia das pequenas dunas e se constituem como os únicos obstáculos entre os surfistas e a visão das ondas.

As ondas que quebram nesta área são mais curtas em comparação com as encontradas na boca do rio, porém são consideradas pelos surfistas também longas, em relação àquelas que quebram ao longo da orla capixaba.

Ali as ondas quando perfeitas quebram "para os dois lados", isto é, para a direita e para a esquerda, proporcionando que o surfista escolha a direção que mais lhe agrada. Entretanto, o principal atrativo desta onda consiste em proporcionar ao surfista o que é considerado como o momento mágico do surf: o Tubo. Devido aspectos relacionados a direção da ondulação, ao vento e a formação do fundo (lugar onde as ondas quebram) a onda formará um cone ao lancar a parte superior de sua formação (comumente chamada de crista). Estar dentro do tubo (cone), enquanto a onda quebra, significa estar em um lugar privilegiado e muito apreciado pelos surfistas. O fundo de areia da praia suporta ondulaçõs com até 9 pés.

As Direitinhas.

As “direitinhas” quebram no entroncamento do Rio Doce com o mar, quando não percorrem muitos metros rio a dentro, em água salobra ou doce. A descoberta da onda se deve ao desejo extremado (“fissura”) dos atletas locais de surfarem mesmo nos dias com ondulações muito pequenas, quando geralmente não quebram ondas nos lugares tradicionais para a prática do surf na vila. Apesar de pequenas as ondas não são consideradas fáceis de surfar, embora grande parte dos surfistas locais sejam ali iniciados.

As condições favoráveis para surfar a “direitinha” são resultado da combinação do movimento continuo do Rio Doce com ação de grandes ondulações que deposita no fundo do mar um banco de areia propício para a “ondinha quebrar perfeita”. Segundo o surfista Fabrício Fiorot, exímio conhecedor da onda, “as ondas quebram com constância com meio metro de altura, em três sessões: a primeira mais rápida, a segunda mais cavada e a terceira para efetuar manobras. Tendo uma ondulaçãozinha e vento leste, que entra de terral, a onda fica muito boa”, afirma Fiorot. No entanto, existem muitas divergências sobre a qualidade daquela onda para a prática do surf.


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